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Artigo: Faça da sua vida um sonho e deste sonho uma realidade

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27/07/2018

O mês de Abril sempre foi propício para uma esticada nos dias de folga, devido aos feriados que acabam se emendando, entre eles o aniversário de Itanhaém. Nossos amigos do grupo, Nino e Alfredo, ambos com férias marcadas, desejavam e planejavam fazer algo grande em termos de cicloviagem. Sempre em comunicação, o Pakato e eu, também “precisávamos” programar algo, e foi quando sem nenhuma dúvida nos unimos na programação deles.

Escolher o destino talvez fosse a parte mais difícil. Provavelmente teríamos que repetir algum percurso tendo em vista que qualquer deles seria “novidade” para os amigos, mas isso não era um problema. Entre Vale Europeu, Serras Catarinenses e Circuito Lagamar, optamos por um que seria “desafiador” em termo de distância e altimetria, além de  mais barato em termos de custos de deslocamento, e que principalmente, envolvesse clima favorável, belíssimas paisagens e “fronteiras”. Escolhemos a Tríplice Fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai.

A viagem começara “de boca” durante os treinos e em Abril nos encontramos com todos os apetrechos para a estrada. Começamos a jornada partindo de Curitiba, mais exatamente na Divisa de Campo Largo. Paramos num posto para montar nossas bikes, tiramos a foto clássica de partida e nos despedimos do Alexandre, é nosso grande parceiro de deslocamento a motor.

Passamos por São Luiz do Purunã, sob um sol, um céu e um calor, que nos acompanhariam exatamente assim até o último dia dessa aventura.Nosso tempo era de aproximadamente dez dias e dividimos o percurso em trechos de aproximadamente 100 KM, já que a ideia era não pedalar no período da noite. O caminho escolhido foi a Rodovia BR-277, que corta o Paraná no sentido leste-oeste, ligando Curitiba a Foz do Iguaçu.

Nossa primeira parada foi em Irati. Algumas fotos, paisagens e as primeiras Araucárias e já nos acostumamos com aquele lindo cenário que se desenhava a cada curva na estrada. Além disso, fomos bem recebidos quando fizemos uma breve parada no Serviço de Atendimento ao Usuário para encher as garrafinhas com água, utilizar o banheiro (sempre muito limpo) e tomar um cafezinho, tudo sem custo,

De volta a estrada e um encontro casual e engraçado. O amigo Vanderley, de Curitiba, participante do mesmo grupo que participamos, o DAP de Curitiba (inclusive do whatsapp), com muito amigos em comum, Sabóia, Aramis, Retka, James ...ele estava a caminho de Palmeira treinando para participar do LRM do também nosso colega, Rafael Dias ... kkk ... quem não conhece?! Boa sorte amigos, o primeiro 1300km no Brasil!

E tome subida! Passamos pelo rio das Almas, com uma longa tarde de sobe e desce na estrada. Geralmente o primeiro dia é o mais cansativo. Conseguimos chegar no lindo Portal de Irati e Guarapava. Decidimos parar para descansar e no dia seguinte buscávamos voltar para a BR-277.

Passamos no monumento que homenageia Nossa Senhora das Graças e não poderíamos deixar de parar no Posto Benedita para tirar fotos na réplica gigante da Harley Davidson. Durante o percurso encontramos lindas cenas, entre elas uma borboleta 88 - que delicadamente tem o número desenhado – além também do Milharal, onde o Nino fez a festa com fotos bem legais!

Já estávamos chegando em Prudentópolis, faltando assim 64 Km para Guarapuava. A fome bateu e resolvemos almoçar no em Relógio, local que já conhecíamos. Almoçamos, descansamos um pouco e resolvamos que a digestão seria feita durante a subida dos 7 Km da Serra da Esperança, onde a estrada começa a serpentear em curvas, por uma bela subida, que se inicia em uma grande ponte de concreto, que ultrapassa o rio Xaxim, fazendo limite com a cidade de Guarapuava.

Parada obrigatória no Mirante, onde se tem uma maravilhosa visão aérea de toda a cidade que fica abaixo e do Morro do Chapéu do Padre que nesse momento encontra-se bem a frente. Aproveitamos também para gravar um vídeo de parabéns pelo aniversário de Itanhaém, que completava 486 anos naquele dia 22 de Abril.

Após a subida da serra, o tempo se pôs nublado, e mais para o entardecer o céu voltara com suas cores azuis. Rapidamente anoiteceu, encontramos e conversamos com mais alguns cicloturistas que faziam o caminho inverso, e infelizmente perdemos a oportunidade de contemplar a cachoeira da Milena com o dia claro, nem sequer paramos, em meio ao trânsito intenso da região, pois só queríamos naquela hora alcançar a entrada de Guarapuava.

Decidido o destino do terceiro dia era hora de carregar as bikes! Pegamos o acesso em manutenção rumo a BR-277, talvez o único ponto em que o terreno não estava bom, porque fora esse trecho pequeno em obras todo o acostamento dessa rodovia está de parabéns! Praticamente 700 Km de estrada sem trincas, valetas, calombos ou buracos.

A placa indicava Cantagalo a 71 Km e na minha cabeça só vinham as imagens de um caminho repleto de morros e serras. Depois de um pneu furado, cruzamos o limite com Candói, abastecemos na SAU, e passamos o arroio Pai João chegando a Lagoa Seca.

Mais além Três Pinheiros e o novo encontro rodoviário marcado pela estrada que vai para Pato Branco e Dois Vizinhos ligando a rodovia BR-277 à Rodovia que vai para o sudoeste. Logo depois a ponte sobre o rio Cavernoso, muito lindo lugar por sinal. Em seguida, a Serra Cantagalo, cruzando o rio Cantagalo e finalmente chegamos ao Portal da cidade de mesmo nome.  Após a foto no portal, uma breve parada em Virmont para nos abastecermos com água.

Outras subidas e um “céu de fogo”, que certamente nos obrigou a parar para uma sessão de fotos imperdíveis. Passamos pelo bar dos amigos ao anoitecer. Começamos o quarto dia partindo da cidade de Laranjeiras do Sul e após uma boa descida adentrávamos a área de aldeamento indígena. E toma mais subida no caminho de Guaraniaçu. Notamos que nas margens da rodovia os índios vendiam seus artefatos.

Tome mais um pouco de subidas e mais um pneu furado! Paramos para almoçar no restaurante 500 e, antes de deixar o restaurante, fizemos uma parada obrigatória para vídeos e fotos. O lugar possui uma paisagem estonteante.

Próxima parada: Guaraniaçu! O caminho seguiu com mais subidas, paisagens e alguns furos de pneus. Depois de um maravilhoso pôr do sol alcançamos o município de Ibema. No quinto dia durante o percurso fomos agraciados com a presença de um lindo grilo verde. Sinal de sorte!

Passamos pelo rio Tormenta e sem tormenta alguma seguiam maravilhosas as paisagens, que foram se modificando a medida que nos aproximávamos do perímetro urbano de Cascavel. Os grandes centros e capitais são mais tensos de cruzar com a bicicleta.

Passamos por Santa Teresa e como estávamos com o tempo meio que sobrando devido ser um dia com menos subidas que os anteriores, decidimos fazer uma pausa em uma lanchonete na estrada também nossa conhecida das outras vezes. Foi o tempo suficiente para nos refrescarmos, abastecermos e acertamos o feeling do exato momento onde o céu combinaria nuvens, chuva e raios de sol. Nos brindando com um espetáculo a ser admirado e claro, fotografado! Um poema veio a mente:

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais ...   (Vinícius de Moraes)
Por volta das 18:00hs do dia 25 de Abril chegamos na aprazível cidade de Céu Azul, onde por intermédio do nosso grande amigo Nelson Neto, ganhamos mais dois amigos que nos receberam gentil e cordialmente em sua residência, Maurício, Amarildo Dezordi e esposa ... muito obrigado! Deus abençoe vocês!

O café da manhã foi ótimo, e foi na casa dos Dezordi, porque fizeram questão! Após a foto tradicional da partida, passamos no Posto Delta para abastecer as garrafas e seguimos rumo a Matelândia e em seguida Medianeira. O caminho seguiu tranquilo, passamos pela Agro Cafeeira Ramilândia e mais uma vez um pneu furado. Neste momento já estávamos com as câmaras remendadas.

Era dia de chegar em Foz do Iguaçu e depois de mais algumas subidas e observando a ansiedade nos gestos de quem chegaria no destino mais longo pela primeira vez, cruzamos o limite com Santa Terezinha de Itaipu, que diga-se de passagem, também ganhou um portal novo, muito bonito. Resolvemos passar direto pot Foz, pois o objetivo era registrar a chegada no Paraguai

Cruzamos tranquilamente (sem qualquer tipo de transtorno) a Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, e tiramos muitas fotos para registrar esse momento único de mais uma grande jornada e aventura sobre duas rodas!

Escuta essa: na volta, enquanto tirávamos fotos no I <3 Ciudad Del Este, um grupo compostos por três ciclistas nos acompanhou até a Casa de Ciclistas que era nosso ponto de chegada em Foz, ao cruzar a fronteira, e já estando em segurança, soubemos que fomos usados para ajudar a atravessar a bicicleta que um deles usava, evitando assim a fiscalização aduaneira da receita ... “mulas” ...kkkk - ... foi no mínimo engraçado ...

Uma mão lava a outra, e às 19:00hs éramos recebidos pelo Luciano presidente da Associação de Ciclistas de Foz na Casa de Ciclistas, onde ficaríamos mais quatro dias, para pedalar Cataratas (Marco das Três Fronteiras Brasil), Paraguai, Argentina (Puerto Iguazu, Parque La Aripuca, Marco das Três Fronteiras) e voltar para casa.

Aproveitando esse texto, para agradecer a TODOS ! Todas as pessoas envolvidas em nossas vidas, viagens e projetos! Muito obrigado!

Confira algumas imagens durante a viagem:

 

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