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Campanha Agosto Lilás é marcada por palestra sobre violência contra a mulher

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27/08/2025

A Associação Comercial de Itanhaém (ACAI), em parceria com o Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), promoveu uma palestra dedicada ao enfrentamento da violência contra a mulher, tema que é destaque no “Agosto Lilás”, mês de conscientização sobre a causa.

O encontro, realizado na sede da entidade, reuniu mais de 100 pessoas, entre autoridades locais, representantes de instituições da sociedade civil, estudantes e moradores. A iniciativa buscou ampliar o debate e fortalecer a rede de proteção e apoio às mulheres vítimas de violência no município.

A programação contou com a presença da delegada da Delegacia da Mulher de Itanhaém, Dra. Dhamiana Shibata, e da advogada Dra. Eliane Faustino, que compartilharam orientações jurídicas e sociais sobre o tema. As falas foram mediadas pela psicóloga e coordenadora do CMEC Itanhaém, Juliana de Souza, que conduziu o diálogo de forma acolhedora.

“É fundamental que a mulher saiba que não está sozinha. Denunciar é um passo difícil, mas necessário, e a rede de proteção precisa estar preparada para acolher, orientar e acompanhar cada caso”, afirmou a delegada Shibata.

Já a advogada Eliane Faustino reforçou o papel da informação no processo de prevenção. “Quando falamos em violência contra a mulher, não estamos tratando apenas da agressão física. Há violência psicológica, patrimonial e moral, que muitas vezes passam despercebidas. Nosso papel é conscientizar e empoderar para que as mulheres reconheçam seus direitos.”

O evento também recebeu representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rotary Club de Itanhaém, Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém (AEAI), da Academia Itanhaense de Letras, Conselho de Segurança (CONSEG), do Conselho da Mulher, além de professores e alunos da Etec local. A diversidade de participantes foi destacada pelos organizadores como um sinal da relevância do tema.

Para o presidente da ACAI, José Alberto Loureiro, o encontro reafirma o papel das instituições no enfrentamento a problemas sociais estruturais. “A violência contra a mulher é um desafio que atravessa gerações. Como entidade representativa, temos a responsabilidade de abrir espaço para o diálogo e de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e segura”, afirmou.

Na avaliação da diretora do CMEC, Patrícia Benetton, o impacto vai além da noite de debates. “Esse é um movimento de conscientização que não pode ficar restrito a agosto. Precisamos manter a pauta viva durante todo o ano, promovendo ações que fortaleçam a autoestima e a autonomia da mulher, além de uma rede de apoio cada vez mais eficiente.”

O encontro terminou com aplausos e uma mensagem de engajamento coletivo. Os participantes foram instigados a refletir sobre como cada indivíduo e instituição pode atuar na prevenção da violência de gênero, seja na família, no trabalho ou nos espaços públicos.

 

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