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Cresce as manifestações contra a Usina Termelétrica

A onda contrária ao projeto de instalação da usina termelétrica de gás natural em Peruíbe, vem aumentando dia a dia. Ambientalistas, professores, políticos e a população em geral estão se manifestando contra a usina na imprensa local e nas redes sociais.

Patrícia Penna, Chanceler Ambiental do Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza, através das redes sociais, se diz muito preocupada com a instalação da usina. Alerta as aldeia indígenas que podem ser impactadas, o aquecimento da água pode prejudicar a fauna e a flora do rios e afirma que haverá uma grande desvalorização imobiliária por onde passar as tubulações de gás.

Uma frente suprapartidária contra a usina termelétrica em Peruíbe, formada pelos partidos PT, o PSOL, o PCdoB, o REDE Sustentabilidade e a APEOESP (subsede litoral sul) vieram a público oficialmente declarar posição contrária à instalação da usina, através de um manifesto.

“A usina vem com promessas de empregos, desenvolvimento econômico e baixo impacto ambiental. Isso é mentira, e esse manifesto é escrito para alertar a população sobre a verdade.O impacto ambiental será extremamente agressivo. Uma usina termelétrica polui o ar, comprometendo a qualidade de vida de moradores e turistas, causando problemas respiratórios.

 Ameaça a vida marinha pois destruirá o berçário natural de peixes e microrganismos, acabando assim com a pesca na região da baixada santista. Causa alta poluição sonora, fazendo com que ruídos ensurdecedores sejam ouvidos a longa distância. As gigantescas chaminés construídas poderão ser vistas de todas as áreas da cidade, sendo mais altas que o "Prédio Redondo", famosa edificação no centro da cidade. A área onde a usina será construída é hoje uma área verde, que será desmatada – além de outros impactos ambientais que necessitam de estudos mais aprofundados.

Há também o impacto social – do povo que aqui vive e necessita de oportunidades reais de empregos e renda. A usina não oferece tais oportunidades aos moradores locais por necessitar de mão de obra técnica especializada que a cidade de Peruíbe não possui, e por não oferecer cursos profissionalizantes ou o fácil acesso à eles. Pela forte característica de turismo da cidade, esta é a área que mais precisa de investimentos no momento, para não alterar o perfil do município e para não deixar desamparadas as milhares de famílias peruibenses que dependem desse mercado. Afinal, quantos empregos a cidade perderia com essa descaracterização?”

O manifesto salienta também o perigo real de explosões e incêndios e a mobilidade urbana que será totalmente prejudicada devido ao intenso movimento de caminhões e veículos de obra.

Coletivo Rosa Zumbi e Primeiro de Maio também divulgaram suas opiniões e posicionamentos sobre a usina: “Trata-se de um absurdo e obscuro projeto que os donos do dinheiro querem impor. É tarefa urgente lutar contra a usina. Os lucros não podem estar acima das nossas vidas, saúde e meio ambiente.

Uma possível instalação da usina, ao contrário do que dizem os apologistas que buscam lucrar, afetará a cidade de tal forma que poderá inclusive aumentar o desemprego em outros setores, não desenvolverá Peruíbe e toda a Baixada Santista será impactada.

Os caminhos para o desenvolvimento não podem ser sinônimo de degradação ambiental e promessas vazias de empregos que depois não se confirmarão, e mais grave, teremos um resultado contrário, afetando negativamente a economia local e as nossas vidas”.

O Instituto Maramar apontou erros no EIA–RIMA da Termelétrica de Peruíbe e pede suspensão das audiências públicas para o seu licenciamento ambiental

O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) elaborados pela Gastrading Comercializadora de Energia S.A referentes à construção de uma usina Termelétrica em Peruíbe ignoram as normas do Zoneamento Ecológico e Econômico do Setor Costeiro da Baixada Santista (ZEE - BS), que é uma das principais legislações ambientais do Estado.
Ao identificar o que chamou de “existência de vícios de procedimentos insanáveis cometidos pelo Empreendedor”, o Instituto Maramar fez uma solicitação formal à Fundação Florestal para que as audiências públicas do processo de licenciamento ambiental da Termelétrica sejam suspensas.
Ao analisar o EIA-RIMA apresentado, o Instituto Maramar identificou que o projeto prevê a construção de uma grande estrutura portuária em um território marinho classificado como área de Zoneamento Ecológico Marinho 3 (ZE3M), onde não é permitida esse tipo de atividade. Tal medida, se concretizada, desrespeitaria diretamente o ZEE, um dos mais importantes mecanismos de preservação ambiental do Estado.

A Organização Não- Governamental (ONG) Mongue Proteção ao Sistema Costeiro, que atua a mais de 15 anos na região de Peruíbe, também mostrou o seu posicionamento através do seu presidente Plínio Melo. Ele se mostrou indignado pela falta de transparência e, principalmente, pelo perigo ecológico que a termelétrica e todo o seu complexo representam para a região, em função do gasoduto terrestre e marítimo. “Em grande navio ficará fundeado no entorno da Estação Ecológica Tupiniquins para armazenar o gás natural e fornecer suprimento de combustível a usina. Essa obra trará um imenso impacto ambiental. Peruíbe possui sete áreas de conservação; o empreendimento vai, inclusive, atingir a área destinada ao novo aterro sanitário do município. Então, vamos resistir, pois a obra trará impactos para a pesca, comércio e turismo”, revela Plínio.

 



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