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Termelétrica a gás natural será instalada no Litoral Sul

O Sistema Elétrico Brasileiro possui uma complexidade natural que demanda investimentos constantes em metodologia e ferramentas computacionais que auxiliem na tomada de decisão de operação energética.

Atualmente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já enfrenta desafios associados aos conflitos pelo uso da água, especialmente em situações de escassez do recurso hídrico, como a que o Brasil enfrentou no triênio 2013-2015; e também desafios diversos associados à manutenção da confiabilidade do sistema frente à baixa geração hidrelétrica associada, recorrendo ao combustível fóssil das usinas termelétricas para atendimento da carga. Esta operação muitas vezes é questionada por ser muito cara, porém é o recurso disponível que deve ser utilizado para manutenção da segurança no atendimento.

O gás natural é uma fonte de energia versátil, com ampla base de recursos em diversos países, e que pode atender às demandas de vários setores, como o industrial, energético, residencial, comercial e de transportes. O gás natural pode ser consumido diretamente como matéria-prima (uso não energético) e indiretamente, sendo queimado para a geração de eletricidade ou calor.

Na indústria e nas edificações é mais comumente utilizado para gerar calor. Nas usinas termelétricas o gás natural é queimado, convertendo energia térmica em energia mecânica e, posteriormente, a conversão desta em energia elétrica.

O gás natural tem sido considerado um combustível cada vez mais relevante na matriz energética mundial e para o desenvolvimento de sistemas energéticos de baixo carbono, uma vez que oferece estabilidade e segurança de suprimento de energia, além de uma queima com menos emissões quando comparado ao carvão e aos derivados de petróleo. É considerado um combustível de queima limpa – produz principalmente dióxido de carbono (CO2) e água – e emite substancialmente menos CO2 do que os outros combustíveis fósseis.

Por essas razões, a geração termelétrica a gás natural é uma alternativa para complementar a geração das fontes renováveis intermitentes, como a eólica e a solar, além de poder ser acionada para o atendimento das demandas de ponta. No Brasil, as térmicas a gás natural servem ainda de complementação à geração predominantemente hidrelétrica, possuindo um papel importante no planejamento da expansão energética de longo prazo.

A Gastrading, braço do Grupo Léros, ligado a atividades de geração de energia, decidiu implantar uma usina de gás natural em Peruíbe após ter estudado áreas no Rio de Janeiro e em São Sebastião. A usina será instalada em 40 hectares, numa área de 160 hectares, dentro do zoneamento industrial da cidade de Peruíbe, conforme Zoneamento Econômico e Ecológico do Estado de São Paulo.

A tecnologia a ser utilizada na usina é de Ciclo Combinado, que faz o reaproveitamento da queima do gás. De um lado, essa queima cria calor que movimenta uma turbina, gerando energia que será entregue ao sistema. De outro, o aproveitamento da exaustão aquece a água que se torna vapor, movimentando uma turbina, gerando energia que será entregue ao sistema. Importante ressaltar que este circuito de água-vapor ocorre de modo fechado. A energia gerada será entregue à rede básica via linhas de transmissão, que se estenderão por 92 quilômetros, saindo de Peruíbe, passando pelos municípios de Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente e Cubatão.

A Associação Comercial de Itanhaém, mediante um evento que teve a participação de comerciantes associados, autoridades do município e convidados promoveu a palestra do Presidente da Gastrading, Alexandre Chioffi, e do Gerente de Projetos, Paulo Guardado, a qual gerou a seguinte entrevista:

Porque a Gastrading demorou tampo tempo para falar com a população?O estudo intenso das áreas começou em 2011, foi feito por quatro empresas contratadas para essa finalidade. Após ter concluído o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), entregues em abril à CETESB, é que entramos na fase de informar e levar o conhecimento a público do nosso projeto. Quero aproveitar e agradecer a Associação Comercial de Itanhaém, através do Presidente Marcelo Zanirato, de nos receber e de realizar essa palestra.

Porque as pessoas falam muito negativamente sobre as termelétricas?Acredito que seja por falta de conhecimento. O termo termelétrica é dado também para as geradoras de energias movidas a carvão, óleo diesel e petróleo, que no passado foram altamente poluentes, o que não é o caso da movida a gás natural.

As grandes hidroelétricas são cada vez mais difíceis de serem implantadas. Hoje São Paulo compra energia de outros Estados. É preciso gerar mais energia aqui, no local onde será consumida. A geração de energia no país tem que ser constante para suprir a demanda de no mínimo 2% ao ano.

Quais as vantagens da termelétrica movida a gás natural?Para conseguir diminuir os gases do efeito estufa, o Brasil vai precisar de energia eólica e solar. Essas duas fontes dependem do vento e do sol. Se parar por qualquer motivo, para a produção de energia. Entre 2016 a 2026, quase 40% da geração de energia vai ser a gás natural.

As vantagens da termelétrica a gás são uma distribuição contínua não dependendo dos recursos naturais. Teremos a importação do gás natural para utilização como um todo e também para a geração de energia. Acesso ao GLV para ser utilizado nos carros, geradores de energia a gás natural que podem ser instalados em locais de grande circulação como os hospitais, aplicação industrial, e nas residências, a troca dos botijões pelo acesso ao gás encanado, geração de empregos e arrecadação de impostos para a região.

A falta de água em 2014 e problemas no abastecimento da energia nos levou a acelerar os estudos. O projeto teve início no IBAMA que decidiu levá-lo à CETESB. Entre 2015 e início de 2017 foram feitos todos os estudos ambientais. Foram consultadas a marinha, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), Ministério de Minas e Energia,Governo do Estado de São Paulo e as Prefeituras da região. Os estudos ambientais levaram mais de um ano e meio para a sua conclusão.

Quando serão feitas as audiências públicas?Ainda este ano, assim que tivermos a solicitação da CETESB serão feitas as audiências necessárias em todos os municípios envolvidos.

Esse projeto abrange de Peruíbe a São Vicente. Santos está fora do projeto, não participa. Entendemos que essa licença prévia aconteça até o final desse ano. Em 2018 acontece a licença de instalação da CETESB, precedida com o alvará de construção.

Como foi feito o estudo ambiental que resultou o projeto Verde Atlântico Energias?No ponto de vista ambiental são 79 profissionais dessa área envolvidos no projeto, com especialização nas mais diversas áreas:marítima, solo, água, fauna, flora, biológico e também socioeconômico.As pessoas são a parte mais importante de todo o estudo, entendemos que o desenvolvimento aconteça com tranquilidade e participação de toda a população das cidades envolvidas pelo projeto.O Relatório de Impacto do Meio Ambiente simplificado (RIMA) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que é o estudo propriamente dito, tem 7 mil páginas. Todos estão à disposição para consulta na Associação Comercial de Itanhaém entre os dias 10 de julho a 7 de agosto em horário comercial, e nos outros municípios também estão à disposição.

A usina atenderá somente a Baixada Santista?Os objetivos do projeto são gerar energia e fornecer gás natural para todo o litoral sul e, de uma maneira geral, para o Brasil. Além de distribuir o gás de Peruíbe até Cubatão, teremos a possibilidade de distribuir gás para todo o país. O projeto entrega o gás natural para cada município onde a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) fará a distribuição para o consumidor final.

O projeto utiliza gás natural, é bastante confiável e tem um impacto ambiental muito baixo.

O gás natural é no formato líquido e descarrega na plataforma a 10km da costa. O gasoduto passa pelas cidades até Praia Grande, com5 a 6 metros de profundidade. Não altera em nada a vida dos municípios. Todo acesso à termelétrica será pela Rodovia Padre Manoel da Nóbrega evitando o aumento de tráfego dentro dos municípios.

Esse traçado não passa por nenhuma reserva indígena ou florestal.

Não haverá poluição ou qualquer tipo de impacto na qualidade do ar?Com o gás natural não existe impacto na qualidade do ar. O enxofre é muito presente na de carvão e óleo diesel. Na de gás natural não tem esse componente, é limpo.

Porque em Peruíbe?Numa área de 160 hectares vamos ocupar somente 40 hectares. Área limpa e legalizada. O terminal está a 10km da costa, a profundidade ideal para o calado do terminal offshore, além de não atravessar o Parque Estadual da Serra. Outra facilidade são as manobras dos navios perto do terminal. Conformidade com o plano diretor do município.

Qual a estimativa da arrecadação de impostos e geração de empregos na região?A estimativa de arrecadação de impostos, ISS que será recolhido em Peruíbe, deve gerar anualmente R$ 9,1 milhões, podendo chegar a R$ 17,4 milhões.OICMS com arrecadação Estadual, mas com repasse aos municípios, pode chegar em R$ 510 milhões para o Estado de São Paulo. Quanto aos empregos, no pico da obra está estimado a geração de 4.600 empregos, um movimento da mão de obra considerável, entendemos que nessa região temos a mão de obra disponível.Estamos prevendo o transporte diário dos trabalhos sem a necessidade de alojamento em Peruíbe, usaremos a mão de obra de toda a região. Em operação serão 350funcionários diretos e 1.400 indiretos.

Importante dizer que o investimento será perto de R$ 5 bilhões, que movimenta a economia da região como um todo através dos hotéis, pousadas, restaurantes, transporte, enfim, todo o comércio das cidades e desenvolve a economia.

Quais os programas e planos que estão previstos durante a construção da usina e após sua conclusão?Os programas estão definidos no RIMA (download disponível em nosso site).Programas ambientais, segurança e saúde, programas ligados ao meio ambiente fauna e flora, socioeconômico, atividade pesqueira,desenvolvimento de fornecedores locais,que serão feitos junto com as associações comerciais, fomento a atividade turística. No total são 17 planos e programas ambientais.

Qual a tecnologia que será utilizada pela usina?A de gás natural é mais fácil de lidar, é segura e muito menos poluente que o petróleo. Não emite fuligem, não tem fumaça, não tem barulho. A tecnologia da General Eletric é a mais moderna do mundo, e o mesmo modelo projetado para Peruíbe. São três fabricantes no mundo que fazem esse tipo de usina, General Eletric nos Estados Unidos, Mitsubishi no Japão e Siemens na Alemanha.

No caso de algum acidente, pode ocasionar a evacuação da população local?Não existe risco no gás natural que possa provocar evacuação da população. Não temos acidente com mortes, o gás natural é mais leve que o ar. Se houver alguma vazão, que é muito raro porque todo o sistema é protegido com válvulas automáticas, o gás natural se dissolve na atmosfera. É diferente do gás de cozinha, que quando vaza, é mais pesado que o ar e se concentra no chão, causando explosões.O gás natural dispersa rapidamente, não polui o solo, o ar ou a água, pode ser respirado sem problemas.

Vai haver algum tipo de desmatamento na Juréia e no Parque Estadual da Serra do Mar?Claro que não, nós vamos usar uma área urbana,temos 160hectaresonde ocuparemos somente 40hectares, estamos a 8km da Juréia e do Parque Estadual da Serra do Mar.

Outro ponto importante, quando a usina entrar em operação, várias usinas poluidoras serão desativadas.

Vocês vão utilizar a água do Rio Preto?A área tem o Rio Preto. O projeto não tira e nem coloca água no rio. A termelétrica tem seu resfriamento através da coleta da água do mar, por circuito fechado. Tem aumento de temperamento de 3 graus na saída de 7 metros quando ela é devolvida ao mar. É uma variação aceitável e o impacto ambiental é mínimo, estamos dentro da regulamentação.

Não prejudica em nada a fauna marinha. A água é captada a 4km da costa e devolvida a 2km.

Quanto tempo a usina ficará em operação?O projeto é contratado por 20 anos, a sua construção é de 3 a 4 anos. A entrega de energia no final de 2022. Serão 20 milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito, importados dos Estados Unidos, Colômbia, Argentina, Trinidad e Tobago,transportados em navios tanques que chegarão diariamente ao terminal offshore. O projeto prevê a operação média de um navio por semana no início, e de um por dia na fase posterior.

 



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